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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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EMISSÕES INDUSTRIAIS DA UNIÃO EUROPEIA CAÍRAM 4,5% EM 2014

Mäyjo, 18.07.15

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As emissões de gases com efeito de estufa provenientes de fábricas, áreas industriais e centrais de energia cobertas pelo regime comunitário de licenças de emissão (ETS), da União Europeia, caíram 4,5% em 2013.

Segundo os resultados hoje publicados, os mais de 11.000 locais monitorizados emitiram 1,812 milhões de toneladas equivalentes a CO2 em 2014, uma redução de 4,5% em relação a 2013.

“Mesmo depois de as nossas economias recuperarem o crescimento, as emissões continuaram a decrescer”, explicou hoje Miguel Arias Cañete, comissário responsável pela pasta da Acção Climática e Energia. “Isto demonstra que o crescimento económico e a protecção ambiental podem andar de mão dada”.

Paralelamente, esta redução contribui ainda mais para o excedente das licenças de emissão de carbono, um problema que tem perseguido a ETS desde o início da crise económica. Os últimos dados mostram que o superavit acumulado das licenças de emissão foi ligeiramente reduzido dos 2,1 mil milhões para os 2,07 mil milhões de EUA, para o ano de 2014. Isto deveu-se, sobretudo, ao facto de o volume de licenças libertadas no leilão ter sido reduzido em 400 milhões no ano passado.

“A recessão continua a ter um impacto eterno no nosso mercado de carbono. E, por isso, seria bem-vindo um compromisso político para reserva de estabilidade do mercado, há pouco tempo aprovada pelo Parlamento”, continuou Cañete, citado pelo Business Green.

Os últimos dados revelam ainda um nível muito elevado de compliance entre o esquema ETS, com menos de 1% de instalações monitorizadas pelo esquema a não entregarem os créditos de carbono em linha com as emissões reportadas. “São sobretudo instalações pequenas e responsáveis por menos de 0,5% das emissões cobertas pelo esquema. Um pequeno número de instalações – menos de 0,2% das emissões no ano anterior – não reportou as suas emissões de 2014 até 30 de Abril de 2015”.

Foto: Patrick Pekal / Creative Commons

BORRACHA GERADORA DE ENERGIA PODE CARREGAR GADGETS A CURTO PRAZO

Mäyjo, 18.07.15

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A Universidade de Ciência de Tóquio e a empresa Ricoh estão a anunciar um novo material flexível que transforma a pressão e a vibração em energia eléctrica com alta eficiência. O projecto, denominado Borracha Geradora de Electricidade, foi desenvolvido tendo por base que, no futuro, o calçado normal ou de corrida poderá ser o acessório de carregamento dos nossos dispositivos móveis, como smartphones ou smartwatches.

“Os materiais piezoelétricos – que geram electricidade através da pressão mecânica – estão a captar a atenção enquanto materiais de recolha de energia. Estes materiais consistem em tecnologia ou processos de produção eléctrica com base em fontes externas, tais como pressão, vibração, luz, energia térmica, e ondas de rádio”, explica a empresa em comunicado. “Os principais materiais piezoelétricos correspondem à cerâmica ou polímeros, contudo, cada um apresenta limitações que impedem que sejam massificados no uso prático”.

A cerâmica piezoelétrica é utilizada apenas em casos específicos, devido à sua fragilidade e peso elevado, embora o material tenha a capacidade de gerar bastante electricidade. Por sua vez, o polímero piezoelétrico produz menos electricidade, apesar de obter flexibilidade através da redução da densidade.

“Imagine-se o seu uso na sola dos sapatos ou calçado de corrida, para gerar energia enquanto caminhamos e que possa ser suficiente para alimentar os sensores de movimento integrados, dispensando a utilização de equipamentos no pulso para contar os nossos passos. Ou, por exemplo, ser usado como carregador de bateria dos novos smartwatches”, explica a empresa.

A Borracha Geradora de Eletricidade produz um nível de electricidade tão elevado como as cerâmicas, enquanto a sua aparência é flexível como uma folha. Tendo em conta que o novo material supera as deficiências das cerâmicas e polímeros piezoelétricos, espera-se que este seja aplicado em diversos domínios, conjugando as vantagens de flexibilidade e alta potência.

Na verdade, o mecanismo desta solução não é o mesmo que os materiais piezoelétricos anteriores. A Ricoh, em colaboração com a Universidade de Ciência de Tokyo, lançou mecanismos de análise a nível molecular, com recurso a química computacional inovadora. Os resultados do estudo vão, no futuro, expandir as possibilidades do material e contribuir para o seu desenvolvimento e aplicação, em vários áreas e domínios.

A Borracha Geradora de Energia tem a sensibilidade necessária para a carga leve e a durabilidade para a carga pesada, através da combinação de potência equivalente às cerâmicas e flexibilidade superior aos polímeros. Além disso, ela traz vantagens ao nível de produtividade, uma vez que é maleável e não requer processos de alta temperatura como as cerâmicas.

Flexível, de alta potência, duradoura, manobrável e produtiva, a Borracha Geradora de Energia pode ser instalada em diversas localizações e espaços amplos. “Este material pode ser usado nos múltiplos domínios do mercado em geral, ao contrário das cerâmicas e polímeros”, conclui a empresa.